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3 de junho de 2009

...


Percorro este caminho, calcorreando trilhos e avistando veredas, de mapa na mão, que orienta os passos e bússola no bolso, para orientar o coração...




Avisto, ao longe, na linha efémera do horizonte, aquilo que penso ser miragem, qual lago de água cristalina que saciará a minha sede, secando, com as suas gotas de diamante, a fome ansiosa de a poder sorver...




Mesmo assim, errante, continuo na persistência do caminho, que levará a TI, a mim e a todos os que encontro no encalço.




Alegro-me pelos dias que vivo, pelas horas que convivo, pelos minutos que aproveito para desfrutar dos segundos vagarosos de uma jornada feliz...




Conheço personagens em cada dia, com as quais convivo e aproveito este itinerário, desfrutando das sabedorias encontradas e aprendidas e abrindo o coração aos que me chamam de amigo...




Partilho o resquício de alimento de trago comigo, tornando-o maior e suficiente para todos os que estendem a sua mão pedinte, na beira do caminho...




Sento-me junto aos que se renegam e maltratam e alegro os seus pensamentos, renovando-os.




Liberto as algemas dos que se encontram presos a si próprios, proibindo-se de sonhar ou lutar pelo que mais desejam...




Visito os amigos, consolo os doentes, cicatrizo as feridas arenosas e escaldantes na planta dos pés e entendo o ciclo da regeneração... Nenhuma chaga perdura o suficiente para estagnar a força motriz do nosso SER.




Perdoo os que magoam. Ouço os que chamam. Conforto os que sofrem. Acordo os que adormeceram na ânsia egoísta de ter e se esqueceram de SER eles próprios.




Paro e olho-me, na introspecção necessária para me avaliar!


Escuto-me, no silêncio agitado da minha interioridade!


Avanço na modificação da emoção e da reacção, limando as arestas que impedem a descoberta do EU pleno!




O caminho é longo e a jornada difícil, mas a paisagem é deslumbrante e os passos, enriquecedores...




Por outras palavras, o dom de viver e de me conhecer mais e melhor é, indubitavelmente, suficiente para SER FELIZ, em plenitude!




7 de maio de 2009

Espera-me...

para poderes enlaçar-me no teu abraço e me tornares parte de ti...


Escuta-me...

para comprenderes as palavras da Alma que somente o coração entende...


Anima-me...

para que a minha persistência se fortaleça e renasça com o vigor da tua coragem...


Ama-me...

para que, mesmo que perdida, ancore no teu cais o meu barco peregrino de fantasia, rumo à felicidade...

31 de dezembro de 2008

12 badaladas... 12 pedidos!

Desejo que a HUMANIDADE seja o mote de cada acção e que o HUMANISMO seja o móbil permanente de convivênia social.
Desejo que a TRANQUILIDADE esteja presente em cada espírito e em cada ser, para que nenhuma decisão seja furtuita, nem nenhuma causa perdida.
Desejo que a PRUDÊNCIA, seja o fio-de-prumo de todos os pensamentos, de todas as aspirações e de todas as realizações pessoais e profissionais.
Desejo que a SAÚDE seja sempre o maior dom presente e que nunca se esgote ou dissipe.
Desejo que o AMOR permaneça nos nossos corações e que teça, de forma duradoura e estável, os laços de famílias felizes.
Desejo que o TRABALHO perdure, sendo fonte de rendimento financeiro e pessoal e que nunca se torne um fardo mas sim um instrumento de aprendizagem feliz.
Desejo que a FAMÍLIA permaneça unida e em harmonia e que as "intempéries" não derrubem os seus alicerces.
Desejo que a FELICIDADE seja finalmente compreendida e que seja encontrada em cada passo, e não no fim da caminhada.
Desejo que a AMIZADE abunde em cada homem e mulher e que trace a ponte que atravessa rios de discórdia.
Desejo que a FÉ guie cada alma e cada espírito rumo aos seus destinos, traçados por desejos, objectivos e aspirações individuais.
Desejo que a HONESTIDADE, principalmente, de cada um para si próprio, seja a certeza de que a personalidade e a individualidade não de perdem em detrimento de "forças" exteriores.
Desejo que 2009 seja um ano repleto de tudo, de bom e de melhor, para que o bem maior de cada um, a VIDA, seja repleta de alegria e prosperidade!
Bom Ano Novo!

12 de dezembro de 2008

Neste Natal...


Querido Pai Natal:

Antes de pedir seja o que for, quero reconhecer o quanto tens sido meu amigo, conselheiro; o quanto te tens esforçado por me dar as oportunidades que eu, somente, tenho de aproveitar; as alegrias com que me brindas todos os dias e as lições que me transmites quando os meus sonhos não se realizam no momento em que eu desejaria.

Aproveito também, para te agradecer o bem da saúde, a dádiva da alegria, o talento da serenidade e a recompensa da família e do seu amor, bem como dos amigos que me foste apresentando ao longo da vida.

Por todas essas prendas, não anuais, mas diárias, que me tens oferecido, o meu muito obrigada.

Agora, tenho de formalizar o meu pedido para este ano!

Todos o fazem, não é? E certamente esperas pelo meu, como por outros tantos milhares que te atolarão a caixinha de correio...

Neste Natal eu quero:

I) que a FAMÍLIA seja o centro de todas as reuniões, de todos os entendimentos, de concílio entre opiniões diversas e o lar da alegria e respeito;

II) que o AMOR esteja em todos os corações, principalmente no meu, para saber amar os meus inimigos e retribuir a certeza de presença dos que me são agradavelmente amigos e fiéis;

III) que a PAZ repouse em todos os espíritos, serene todas as discórdias, apazigue todos os desentendimentos e rejubile na alegria de perdões mútuos e sinceros;

IV) que a ALEGRIA invada a humanidade, como maré cheia espraiando-se na areia, e provoque um hino à vida;

V) que a SABEDORIA permaneça em cada cérebro, para que possam ser tomadas boas decisões, em prol do melhor para o Mundo e para cada um;

VI) que a FRATERNIDADE exista em cada pessoa como o sangue que percorre as suas veias e infecte os homens e mulheres com que, diariamente, convivemos;

VII) que a PACIÊNCIA persevere sempre nas nossas acções e determine as nossas reacções;

VIII) que a TOLERÂNCIA materialize o respeito entre os Homens, serene as quezílias entre irmãos e reconcilie os que estão desavindos;

IX) que a SAÚDE nos presenteie diariamente, como o Sol que brilha no céu e nos permita a longevidade;

X) que o PERDÃO seja o fio de prumo das nossas relações, quando o outro nos pune com injustiça e maldade.

Por último, peço-te que seja abençoada com tão preciosos presentes, para que ao possuí-los, seja mais justa, mais humana, mais amiga e doe tais bens, em pedacinhos, por todos aqueles e aquelas que se cruzarem comigo neste novo ano e por todos os outros, contagiando-os também a eles, para que a beleza de viver se espalhe, infinita e universalmente, pelo MUNDO.
Ah! Já me esquecia...
Neste Natal, gostaria que não te esquecesses de levar a tua prendinha...Sei que os teus pesados anos não perdoam e que não raras vezes te esqueces, mas gostaria que levasses um pouco da minha alegria, do meu agradecimento, do meu perdão, da minha saúde e do amor para distribuir por aqueles que encontres no caminho, nesta noite fria de Natal, sem abrigo, sem companhia, sem amigos, sem saúde e com mágoas.

E para ti, deixo na botinha de Natal, junto à lareira, o meu muito obrigada, com um chocolate de alegria e uma broinha de amizade.

Bom Natal!!!

20 de outubro de 2008


Se tudo o que existe tem um oposto, então é justo que também a vida se oponha à morte.
Mas, se encararmos a morte como a última manifestação da vida, então mais facilmente perceberemos que, afinal, os opostos são verdades relativas.
O bom, o belo e o justo não têm que encontrar, necessariamente, o seu oposto no mau, no feio e no injusto, porque talvez um só exista porque o outro lhe deu origem…
Assim, da mesma forma, a morte e a vida só existem porque a outra lhe foi anterior…

29 de setembro de 2008

Sopro de vida...


Permaneço nesta praia como grão de areia indefeso que se molda, maré após maré, e se torna parte de Ti...


Flutuo nesta brisa como partícula desse ar imenso que abraça e revolta, que ama e destroi, que vai e volta e sossega onde estou...


Mergulho nesta onda de maré cheia como gotícula de água que se mistura e se multiplica, em simbioses sem fim, de vidas e seres, rumo a Ti...


Cerro as persianas da alma e vejo a Tua luz...brilhante...cintilante...chamando-me!


Tranco a porta do sentir, fecho as portadas do agir, prendo as evasões do ouvir e regresso ao casulo de sonhos, dessa borboleta colorida...


Regresso e permaneço.

Fecho e não mais abro.

Agora pertenço-Te.


Se os prados por onde voei foram parcos, quisera poder ter aproveitado esses meus momentos de liberdade!


Se as brisas que rasguei com as minhas asas de cor foram escassas, quisera poder ter sabido que cada uma era única e irrepetível!


Se as flores que beijei foram boas, quisera ter sabido procurar as ainda melhores!


Se a vida que durou foi curta, quisera ter aprendido que o precioso é efémero!


Não!

Deixa-me voltar!

Preciso de esgotar a força que ainda me resta e abrir as asas ao vento, perdendo-me na sua magnitude.


Prometo regressar, a Ti, mas deixa que os segundos fugazes, que o teu relógio controla com precisão inquestionável, se transformem em dias de plenitude e paz interior...


Eis o sopro!

Eis o Sol!

Eis a praia!

Eis...a VIDA!

4 de setembro de 2008

Forma-te com o Outro...


Ser humano...

Será esta mais uma daquelas realidades simples de ver e difíceis de sentir?


Falo em ser-se humano, atendendo a todas as suas vivências, diferenças, virtudes, complexas representações daquilo que a Natureza nos dá e não do ser humano enquanto animal racional a que, sinteticamente, chamamos Homem.


Refiro-me, pois, a essa qualidade, tantas vezes imperceptível, de sermos humanos. De o demonstrarmos no convívio diário que estabelecemos com os outros, nas teias dessa partilha mundial que fazemos da Vida e das suas pequenas grandes coisas.


Falo nessa necessidade que cada um de nós tem, enquanto "ilha", isolada e com características únicas, de interagir com as demais ilhas, formando "arquipélagos" de entendimento, de crescimento e desenvolvimento recíprocos.

Tomo consciência que, por mais isoladas que as ilhas estejam, os arquipélagos se formam, um após o outro, dia-a-dia, na turbulência sublime das ondas de maré cheia da Vida.


Formamo-nos com o Outro, pelo Outro e para o Outro, pois necessitamos de partilhar para crescer, de interagir para progredir e de modificar para conviver.


Quando o Sol raiar, iluminará a minha ilha e as suas encostas escarpadas, rumo ao imenso arquipélago onde se insere.

Depois?

Depois haverá festa... Festa de amor incondicional pela comunhão de progressos e cadinho de individualidades...


Queres juntar-te ao meu arquipélago?

17 de agosto de 2008

Pertenço-te...


Pertenço-te!!!

Inteira,
perfeita,
inebriada pelo teu ardor que me inflama...

Pertenço-te!!!

Bela,
Apaixonada,
designada a ser tua mulher e amante, hoje e sempre...

Pertenço-te!!!

aqui e agora,
ontem e outrora,
num futuro de presentes vividos incessantes e desmedidos...

Pertenço-te!!!

3 de agosto de 2008

Quimeras...


Pudesse eu ser gota de orvalho em manhã singela,
para no meu olho vítreo, espelhar a realidade que desejo...

Pudesse eu ser brisa cantante de aromas inebriantes,
para encantar de fragrâncias, as ânsias dos cépticos olfactos…

Pudesse eu ser mar de borboletas puérperas em prado florido,
para povoar a imensidão de um tudo-nada que respiramos...

Pudesse eu ser lágrima cristalina de pura fonte,
para encher de vida, as partículas de pó que a água une...

Pudesse eu ser folha de livro que se desdobra e revela segredos,
para que pudesse contar a história do amanhã revivido em doces presentes do hoje que foi...

Pudesse eu ser fina linha de ouro a desenhar letras em papel de prata,
para gravar na precisa lápide do tempo a história do que sou...

Pudesse eu ser maré cheia de gaivotas livres e contentes,
para encher de lágrimas os olhos sorridentes de beatitude...

Pudesse eu ser raio de luz divina que te aquece e conforta,
para que a saudade não ocupe o espaço que o meu amor conquistou...

Pudesse eu ser....

...apenas eu...

...no local onde a verdade e a ternura se encontram...

...e se fundem com a realidade e a certeza do que tu és...

Pudesse eu ser...

...apenas eu...

...para ser tu...

...num só...

Pudesse eu ser...

...apenas nós...
...sem laços,
sem amarras,
livres e unos...

apenas Nós...

29 de julho de 2008

Torre da Faculdade...

Sento-me aqui e olho!
Despeço-me de ti e de toda a cidade que encimas.

Olho para ti e sinto
O despontar de uma saudade,
Timidamente, voraz!

Olho para ti e admiro
A majestosidade que imprimes às tuas badaladas.

Olho para ti e ouço
O fervor dos é-fé-rre-ás que presenciaste.

Olho para ti e penso
Em todos os olhos que já te admiraram.

Olho para ti e lembro
Os dias que formaram cinco anos de faculdade.

Olho para ti e percebo
Que sempre aí estiveste para guiar os estudantes.

Olho para ti e choro
O começo dessa saudade que é ainda lágrima subtil.

Olho para ti e agradeço
As boas vindas que sempre me dirigiste ao longo destes anos.

Olho para ti e guardo
Nas paredes do meu coração, uma lembrança académica.

Olho para ti e sorrio
Pensando em todas as coisas que só eu e tu sabemos.

Olho para ti e curvo-me
Diante de uma princesa a que todos chamam “cabra”.

Olho para ti e recordo
As queimas em que me viste desfilar,
Os amigos e colegas que me deste a conhecer,
As alegrias e tristezas que me viste ultrapassar,
As orais e os exames que sempre me faziam chorar,
Os professores, sublimes mestres, que sempre vou lembrar…

Sento-me aqui e olho!

Olho e vejo-te!

Vejo-te e sinto
Essa faculdade dourada,
Essa torre encantada,
Essa Coimbra saudosa,
Esses anos que sempre vou lembrar…

Olho para ti,
Torre da faculdade,
E despeço-me,
Levando no coração as alegrias
E no pensamento a esperança de sempre te visitar…

Olho para ti e vejo
O grande sonho que consegui realizar!!!


A ti, Coimbra e aos tempos saudosos de faculdade!

(4º aniversário de terminus do curso de Direito)

25 de julho de 2008

Hoje...

Desligo a ficha do tormento quotidiano, apago a luz da sensaboria, dispo o casaco das preocupações e descalço os sapatos da azáfama diária...
Por fim, sento-me aqui, neste beiral de sonhos e fantasia, e penso...
Permaneço imóvel, mas atenta, ao NADA que me faz sentir desligada do frenesim e sinto as vibrações do EU com que brinco ao esconde-esconde, diariamente.
Sei que AGORA, sou mesmo EU, em plenitude.
Desatei a máscara do que os outros vêem e sou apenas EU, na minha pureza e essência.
Percorro o interior de objectivos que me tece as entranhas, num impulso de segundos velozes e crentes. Arquitecto estradas para os destinos que pretendo alcançar...
Realizo projecções de quimeras, transformadas em realidades concretas e anoto na agenda do tempo da vida, as tarefas a que me proponho.
Saboreio a minha existência... Respiro o ar de satisfação do meu olhar apreciando o firmamento de luzes brilhantes que me envolvem...Reconheço o abraço subtil das carícias infligidas pelo vento da esperança e oiço os murmúrios doces de promessas que a vida me concede...
Agora sei que alcancei o que ambiciono...
Procurei-te e finalmente encontrei-te, essa deliciosa Luz interior que irriga o que sou e alimenta a alma como seiva no caule de uma flor...
És tu. Sou eu. Disso não há dúvida.

24 de julho de 2008

Doce Candura...

Expressas-Te pela luz do Sol,
Pelas gotas da chuva,
Pelos "braços" do vento,
Pelo brilho das estrelas.
Transformas em luz as trevas,
Em matéria, o pó,
Em vida, as cinzas,
Em crença, o desespero…
Doce força, terna esperança,
Remota crença, doce candura…
Com os raios do Teu Sol
"Enfeitiças" a minha Lua!
Com as lágrimas da Tua chuva
"Enches" o meu oceano!
Com a força do Teu vento
"Invades" o meu mundo!
Com o brilho dos Teus astros
"constóis" o meu Universo!
Com a liberdade da Tua criação
"aprisionas" o meu ser!
Com a beleza dos Teus "jardins"
"adornas" o meu corpo!
Pois, da Tua existência deriva a minha imaginação!
Doce força, terna esperança,
Remota crença, doce candura…
Candura doce, crença remota,
Esperança terna, força doce!
Somente para que seja eu,
Apenas eu,
Aquela que experimente todas as Tuas forças e virtudes,
Que saboreia, inevitavelmente, o teu mistério.
Justamente, para que seja eu a escolhida,
Aquela que procura…
…e encontra em ti,
essa doce candura!…

14 de julho de 2008

Dia Mundial da Liberdade

A 14 de Julho festeja-se, também, o Dia Mundial da Liberdade, esse dom e essa dádiva que tantas vezes é retirada aos seres humanos, das formas mais atrozes e dolorosas...
A liberdade de pensar por nós próprios, a liberdade de agir sem interferir na liberdade dos demais, a liberdade de expressar o que sinto, o que penso, de forma ordeira e respeitadora dos direitos dos outros, através da fala, da escrita, do pensamento, da arte...
A liberdade de podermos ser cada um, intrinsecamente, na variedade que é cada lar, cada casa, cada família, cada grupo de amigos, cada bairro, cada local, cada país, cada continente, neste imenso Mundo...
A liberdade de aceitarmos as diferenças de cada um, de respeitar o próximo, de reconhecer que temos direitos e deveres, de admitir que a liberdade é um direito mas também um compromisso, em que nos responsabilizamos perante os demais, fazendo cumprir as mais singulares regras de conduta social e legal.
A liberdade de sentir que o sou! A possibilidade de expressar a minha discordância, de forma construtiva, apelando a uma justa composição de interesses, almejando uma sociedade mais justa e igualitária.
Parafraseando Voltaire: "Uma conduta irrepreensível consiste em manter cada um a sua dignidade sem prejudicar a liberdade alheia".
Façamos a diferença!!!

10 de julho de 2008

As amarras...

Costumo pensar na subtileza de obstáculos que uma "amarra" causa nas nossas vidas...
"Amarras" de posse, poder, orgulho, ganância, ciúme e tantas outras...No fundo, "amarras" que nos prendem aos desejos e ao Passado com uma acutilante força e persistência.
"Amarras" que não nos deixam olhar o Sol e ver o quão belo é o seu cintilar...
"Amarras" que não nos deixam encher os pulmões de ar e respirar as boas novas de cada dia...
"Amarras" que nos prendem o olhar e os sentidos na direcção de um beco sem saída, tantas vezes estreito demais em alegria...
"Amarras" que nos perpetuam a tristeza, que nos envelhecem o semblante, que nos enfraquecem o espírito e nos devoram o humor.
"Amarras" que nos prendem aos duros nós que atámos com as fitas da vida que percorremos ou que nos recusámos a viver...
"Amarras" que nos embaraçam o sentir, que nos toldam o olhar, que nos distorcem o ouvir...
"Amarras" que nos fazem duros, frios, amargurados...
"Amarras" que não libertam o poder criador que temos dentro do peito, a jorrar beatitude...
"Amarras" que nos condicionam a vida, as opções, as escolhas, as respostas, as reacções, o sentir, o EU, no aqui e agora, esse momento cristalino que faz a diferença, o único passível de ser moldado, gerado e criado...
"Amarras"...Ide e não mais volteis.
Ficai perdidas nas brisas de um anoitecer celeste, onde a escuridão que persiste vos esconderá para sempre.
Desatem-se os nós!
Perdoem-se as ofensas!
Viva-se o momento!
Seja-se feliz!

9 de julho de 2008

Vem...


Vem...

Senta-te a meu lado.

Acaricia-me a face e segreda-me sonhos ao ouvido.


Vem...

Faz-me acreditar que a tua verdade me liberta.

E limpa-me a alma de preconceitos vazios.


Vem...

Percorre o meu ser com a tua calma.

Liberta-me das amarras que me prendem a esse Passado sombrio.


Vem...

Dá-me a mão da ternura e enche o meu coração de paz.

Serena a minha inquietude e renova a minha existência.


Vem...

Sara-me as feridas que teimam em sangrar.

E limpa-me o rosto das lágrimas cortantes da dor.


Vem...

Leva-me contigo para esse teu recôndito jardim.

E abre a minha angústia aos quatro ventos para que neles se dissipe.


Vem...

E permanece comigo, neste manto escarlate de rubras pétalas.

Purifica os meus pensamentos e filtra a minha VIDA, com o teu amor.


Vem...

7 de julho de 2008

Volta!

Volta!
Não fiques perdido no tempo sem mim...
Volta!
Não te despeças da subtil presença com que me animas...
Volta!
Dá-me parte de ti e faz-me tua...
Volta!
E leva-me contigo pelas brisas matutinas de felicidade...
Volta!

3 de julho de 2008


CARPE DIEM!

O truque é não esperar nada, esperando!
O segredo é viver a vida, caminhando!
O problema é percorrê-la, acreditando!
A certeza é crescer e mudar, amando!

A vida é essa certeza mágica e maravilhosa…
É essa canção cheia de entusiasmo e alegria…
É a chama incandescente de uma vela,
Que para sempre reflecte a sua eterna grandeza!

Viver a vida de longe, sem nela participar,
Implica tristeza e medo de crescer…
Não nos deixa ser borboleta colorida que voa,
No prado imenso e florido da vida!

Se acreditarmos que o sonho é mais poderoso
E que a incerteza só o é enquanto quisermos,
Tudo o que tivermos, nesta jornada,
Será reconhecido através desse dom que é o AMOR!

Trilharás um caminho imenso,
Embarcarás em inúmeras caravelas…
Dobrarás cabos e das tormentas erguido
Serás mais luminoso que uma estrela-guia.

Terás no semblante a vitória dos crentes,
No coração a força da paz e da entrega,
No espírito a certeza do conhecimento
De que o teu corpo existe para a vida!

Não sejas borboleta impávida e indiferente!
Deixa que as tuas cores irradiem beatitude!
Permite-te voar pela brisa da vida
Para que te fundas em plenitude com ela!

Vive, somente!

1 de julho de 2008

Homenagem a Amália Rodrigues

A 1 de Julho de 1920, de acordo com o respectivo assento de nascimento, nascia Amália da Piedade Rebordão Rodrigues, em Lisboa.
Dedicada e reconhecida fadista portuguesa, foi também cantora e actriz, sendo, mundialmente, conhecida como a "Rainha do Fado".
A ela, essa extraordinária mulher que marcou Portugal e ainda marca muitas almas, vozes e corações, aqui deixo a minha modesta homenagem:
Fado:
Quem és tu afinal?
Desdita cruel ou doce destino?
Música grandiosa ou saudoso canto?
Vens, sem dúvida, da alma,
do íntimo do ser!
És mais sentido que o pulsar do coração!
És mais conhecido que uma canção de diva!
És, porém, esquecido quando, nos teus braços,
trazes a esperança de um novo dia mais risonho!
Podes ser
choro cruel e amargo que inevitavelmente se impõe, mas
também música sentida que docemente nos conduz até às portas da saudade!
Fado:
És uma mistificação do sentir português!
Tens no corpo a tua rude e carnal morada…
Tens na alma o Jardim do Éden transfigurado…
Jardim, porque nos obrigas a "ceder" aos teus encantos…
Do Éden, porque entendemos os teus "conselhos" como uma lição para a vida…
Transfigurado, porque inutilmente julgamos poder mudar-te…
És, pois, uma musa que nos inspira a viver intensamente
e uma coroa de espinhos que, saudosamente, nos transporta para a realidade…
Por isso, és cruel e tão querido!
Se por um lado nos castigas com a tua voracidade fatalista,
Por outro, alimentas uma subtil esperança para que possamos cantar-te e evocar-te, com saudade!
Fado, somente!
(Tânia Neves)

18 de junho de 2008

Pensamento a Deus...

Sim, aceito!
Sim, acredito!
Sim, entrego!
Sim, confio!
Sim, agradeço!
Aceito porque és o sábio dos sábios.
Acredito porque és a verdade das verdades.
Entrego porque és o guardião dos guardiães.
Confio porque és o tesouro dos tesouros.
Agradeço porque és o amor dos amores.
Aceito o Teu convite. Acredito na Tua verdade. Entrego-Te a minha vida. Confio na Tua vontade. Agradeço o Teu amor.


Que me possa transformar em algo belo e generoso.
Que possa ser respeitador para respeitar…
Que possa ser alegre para alegrar…
Que possa ser agradável para agradar…
Que possa ser amável para amar…

12 de junho de 2008

Antes que a tua cruel vontade te leve à crítica, aprende a mudar os outros em Ti!!!
(Tânia Neves)